Cursos de pós graduação lato sensu pagos em instituições públicas: atraso acadêmico, prejuizo social

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Paulo Roberto Monteiro Peres

Resumen

Nas universidades públicas brasileiras, cada vez mais são criados cursos de pós graduação lato sensu pagos pelos alunos. O que pode interferir na continuidade dos estudos daqueles que não puderem arcar esse tipo de pagamento. Essa limitação estabelecida pelo potencial financeiro, cria nos órgãos públicos de ensino uma distinção econômica que não se coaduna com o saber, na medida em que não deveria estar em evidência um principio lucrativo ou comercial. Grande parte dos argumentos daqueles que defendem essa modalidade de cursos pagos  é a defasagem econômica/financeira em que se encontram as universidades públicas e que o aporte financeiro advindo dos alunos, complementaria os custos acadêmicos e dos referidos cursos. Se faz necessário compreender que o acesso às universidades públicas, compreendida por seus múltiplos cursos, tem a garantia constitucional da gratuidade, mas que por força de dispositivos jurídicos não justos, foi possibilitado o pagamento para cursos de pós graduação lato sensu, assim como também aos cursos de extensão. Esta medida pode ter inaugurado um processo jurisprudencial onde no futuro haja uma base jurídica injusta e antissocial que venha também almejar que cursos de graduação e os stricto sensu mestrado e doutorado sejam pagos, a exemplo do que atualmente ocorre no Chile e na Europa. Isso resultaria em síntese numa educação elitizada e no afastamento do ensino superior, da classe trabalhadora

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MONTEIRO PERES, Paulo Roberto. Cursos de pós graduação lato sensu pagos em instituições públicas: atraso acadêmico, prejuizo social. Congreso Universidad, [S.l.], v. 7, n. 2, jan. 2019. ISSN 2306-918X. Disponible en: <http://revista.congresouniversidad.cu/index.php/rcu/article/view/1024>. Fecha de acceso: 17 oct. 2019
Sección
Artículos